Água de chuva no esgoto pode comprometer ETE

Com as chuvas, o volume recebido pela ETE teve aumento de 250%

Com as primeiras grandes chuvas desta época do ano a ETE – Estação de Tratamento de Esgotos – teve um aumento surpreendente de volume: dos habituais 600m3/h, para  2.100 m3/h, um aumento de 250%. Isso comprovou a suspeita da SAECIL – Superintendência de Água e Esgotos da Cidade de Leme - de que muitas residências lançam a água de chuva ligada irregularmente na rede de esgotos.

Segundo o Chefe de Núcleo de Produção e  Estações da SAECIL, Wellinton Tadeu Polleti, a água de chuva dilui o esgoto e aumenta o volume em todas as etapas do tratamento. Com isso, o processo bacteriológico pode ficar ineficiente e o tratamento pode ser prejudicado, comprometendo o resultado final. “Quanto mais chove em volume e tempo, mais comprometido pode ficar o tratamento”, explica Wellington. “As chuvas dos últimos dias ainda não foram suficientes para prejudicar o tratamento. Mas quando recebermos 100% do esgoto da cidade ou se o volume pluviométrico for maior, certamente teremos comprometimento do sistema”, completou.

O diretor-presidente da SAECIL, Valentin Ferreira estuda medidas para detectar as residências que lançam águas pluviais irregularmente na rede de esgotos. “Já fizemos uma ampla campanha com avisos nas contas de água, anúncios nos jornais e no rádio a fim de que as pessoas corrigissem a irregularidade. Agora estamos aguardando que esses problemas sejam resolvidos para que todo o investimento na ETE não fique prejudicado em épocas de chuvas”, afirmou.

Mesmo assim, a equipe da ETE já comemora os bons resultados do tratamento. Diariamente são feitas análises físico-químicas na água que é devolvida ao rio após o tratamento. Os padrões de oxigênio diluído, sólidos em suspensão e PH estão dentro dos valores aceitáveis e previstos para esta fase de testes. A produção da ETE gira em torno de 220 litros/segundo de esgoto tratado e devolvido ao rio na forma de água limpa.

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